Nova marca da Oi (2016): amoeba ou ensinamento?

Uma análise dos pontos positivos e negativos da nova identidade visual da marca.

A nova marca da Oi gerou inúmeras repercussões nos últimos dias, pensando dissecar o assunto, decidi criar um vídeo explicativo para quem curte análise de PIV (projeto de identidade visual), branding e criação publicitária. Nele, você fica sabendo um pouco mais sobre o novo logo da Oi, que foi apresentada como a primeira mudança na identidade visual da marca desde 2002.
Apesar de parecer simples, o novo conceito permite "infinitas" variações e utiliza de uma estratégia conhecida como "marcas mutantes". Esse estilo de logo se destaca por recusar o padrão linear e universal nas características, buscando por formas mais dinâmicas e plurais. Só que nem todos os consumidores e fãs aprovaram a mudança — algumas compararam com o Pokémon amorfo Ditto ou com o brinquedo amoeba, aquela massa disforme de moldar. Por isso, o objetivo do vídeo é justamente mostrar por que essa alteração é tão significativa e mais complexa do que parece.
Foto: Conjunto de variações criadas pela agência Wolff Olins. Por Oi archives.
Vídeo: Processo de concepção e funcionamento do "Oi Generator" para criação da nova marca. Por Wolff Olins on Vimeo.
Antes de entrarmos no vídeo da análise, fica um adendo para algo que me impressionou muito.  empresa Wolff Olins (agência que criou o PIV), optou em criar uma relação mórfica da marca com os sons. Como mostra no vídeo acima, a ideia por trás do "gerador de logo", como o aplicativo é chamado, é para o logotipo se mover, oscilar e responder aos clientes de forma lúdica e interativa dentro das campanhas cross-media da empresa. 
"Queríamos que se sentisse orgânica e maravilhosamente receptiva às vozes humanas. O logotipo foi projetado para mudar a forma e a cor de acordo com a voz de cada usuário. As vozes baixas e silenciosas criam uma cor azul calma enquanto vozes altas e altas graves criam variações mais selvagens e coloridas. O volume aumenta o tamanho do logotipo, enquanto o tom muda de cor e forma. Houve muito empenho em trabalhar com tecnologias cognitivas (Inteligência Artificial) e obiviamente alguma ciência criativa intensa acontecendo em um ponto." Butler - Wolff Olins.
Depois dessa breve introdução, vamos direto ao ponto. Clique aqui para assinar o canal (caso ainda não seja inscrito) e assista o vídeo na sequência com a análise completa:
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